Luz de Candeeiro

Belas histórias nascem aqui

Boas histórias

A Luz de Candeeiro existe para transformar a cultura de parto no Brasil, construindo novas possibilidades para a vivência do parto e, consequentemente, espalhando boas histórias de parto e nascimento.

Por isso, temos um local no nosso site dedicado somente ao compartilhamento de boas experiências de parto!

Nascimento da Henrieta

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“Para falar um pouco do parto de Henrieta tenho que falar um pouca da sua gestação que, como de muitas grávidas, foi reclusa e com muitos momentos de ansiedade em meio a uma pandemia.

Henrieta foi gerada em Recife e nos mudamos para Brasília no início da quarentena. Sem emprego, sem rede de apoio e sem conhecer o cenário médico/obstétrico daqui, encontrei a A Luz de Candeeiro através da indicação de uma colega de faculdade.

Além do cuidado habitual do pré-natal, a equipe me acolheu de diversas formas e se tornaram uma rede de apoio para mim, que me sentia forasteira na cidade. Acolheram algumas lágrimas nas consultas virtuais, acolheram quando me indicaram excelentes profissionais que cuidaram de mim e me acolheram, principalmente, quando já estava bem cansada e cheia de medos ao chegar em 41 semanas e 6 dias de gestação.

Inicialmente, pensei em ter um parto hospitalar, afinal esse é um modelo já bem conhecido pra mim, que sou médica e com vivência em UTIs pediátricas (leia-se perfil controlador e muito centrado no médico), e que acreditava ser o melhor. Mas o pré-natal foi se desenrolando e o fio central da meada surgiu: segurança.

Fui criando uma relação de confiança e amparo bem sólida e entrei em coerência com ideais que sempre levei comigo mas que por medo e pressões externas não conseguia convergir com a vida de mãe e médica. Por que não parir numa casa de parto e ter assistência de enfermeiras obstétricas?

Ao longo do pré- Natal a equipe foi se mostrando, além de muito calorosa, muito profissional, com condutas baseadas em evidências científicas e muito disponível. Em meio a uma pandemia, parir num CPN também se mostrou a escolha mais sensata e segura. Foi uma quebra de paradigmas e uma experiência maravilhosa ter parido no CPN. Uma outra experiência de parto (o primeiro havia sido natural, mas hospitalar) onde senti que, realmente, o cuidado estava sendo centrado na mulher e não na equipe.

No dia 22/9, comecei a ter umas cólicas leves e fomos para o CPN às 5h (cedo, porém com medo de um parto na emergência como foi o anterior… e também querendo um cantinho pra relaxar sem me preocupar com q mais velha), em fase latente com apenas 3cm de dilatação. Iara nos acolheu com uma boa conversa terapêutica e às 9h colocamos o balão pra estimular a dilatação. As contrações ainda sem ritmo nos chamaram pra uma caminhada nos arredores da casa e no templo da Boa Vontade (sugestão da querida Iara). Voltamos e fizemos uma sessão de acupuntura lá na casa mesmo e às 11h as contrações engrenaram.

Bola, chuveiro, banheira, mudança de posições, muito cuidado, olhares e mãos que massageavam as costas e davam apoio nos momentos cruciais. Iara e Vanessa pouco falavam, mas num silencio muito respeitoso me ancoravam com sua presença. Mario, meu grande companheiro, o tempo todo dando apoio e carinho. E às 14h, Henrieta nasceu chorando, aparada pelas mãos de Mario e Iara, linda, comprida com seus 53cm e 3560g. Foi para meu colo, mamou e ficou por lá um bom tempo. As meninas sempre nos acolhendo muito com carinho, conversas, cuidado técnico e bons lanchinhos. Às 20h, felizes e dispostos fomos para casa encontrar a mais velha
( ainda pequena com seus 2aninhos) e descansar pra nossa nova jornada.

Obrigada Luz por selar esse momento tão especial. Por dar apoio, assistência, cuidado e ter me encorajado de tantas nessa gestação e parto.”

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