Centro de Parto

Infográfico sobre história desse modelo de assistência

Como as mulheres pariam antigamente

O parto, historicamente, é um evento feminino. Até o século XVII, o parto era considerado essencialmente um assunto de mulheres, acompanhado na intimidade dos lares por parteiras e mulheres do círculo familiar.

Por que/quando passaram a parir no hospital?

Aos poucos, com a institucionalização da medicina e a organização do saber acadêmico, acompanhado do desenvolvimento de instrumentos e intervenções como o fórceps, a analgesia e a cesariana, o parto foi migrando para o hospital e o fazer do parto para profissionais da medicina.

O que isso causou?

Apesar dessa migração ter proporcionado segurança para algumas gestações de alto risco que não tinham acesso à intervenção médica quando ela era necessária, o modelo centrado no hospital e em tecnologias não trouxe resultados significativos de melhorias na saúde das mulheres e dos bebês saudáveis, pelo contrário. Ao tratar todo nascimento como um evento perigoso, urgente, que deveria acontecer dentro de um ambiente asséptico e controlado, foi-se perdendo o conhecimento sobre as necessidades básicas de uma mulher durante o trabalho de parto.

Apesar da segurança obtida a partir de novas tecnologias para o parto, houve também um boom de cesarianas, a desconexão das mulheres com seus corpos e uma geração inteira nascida por meio de uma cirurgia .

Revisão do modelo

Quando a ciência voltou a olhar para essas práticas, percebeu que mulheres com gestação de risco habitual (sem doenças como pressão alta, diabetes) e bebês sadios não precisam nem de hospital nem de cuidado médico obrigatoriamente.

Sob essa nova ótica, o corpo feminino volta a ser considerado essencialmente apto e competente para dar à luz; o parto, um evento da intimidade e da sexualidade e o nascimento, um processo natural de transição para a vida extrauterina.

Revisão do modelo no Brasil

Muito se fala no Brasil sobre uma necessária mudança de modelo de atenção ao parto e ao nascimento. Embora frequentemente associada a uma negação da cesariana, ou a um “forçar o parto normal”, a questão passa longe dessa famosa dicotomia.
Construiu-se em nosso país uma cultura que se baseia em medos, mitos e conveniências e que sustenta altas taxas de cesariana.
O que buscamos é o caminho de reconhecer e implementar o tripé de uma experiência de parto e nascimento segura e positiva: autonomia e protagonismo das mulheres, cuidado prestado por equipe multiprofissional e interdisciplinar, com enfermeiras obstetras e obstetrizes na assistência e, principalmente, sólidas e mais recentes evidências científicas para embasar o cuidado.

A Luz de Candeeiro nessa história

A Luz de Candeeiro nasceu da necessidade premente e do desejo potente de existir para estar ao lado das mulheres, de ser uma mão segura em suas travessias e proporcionar recepções calorosas para serezinhos que estão estreando no lado de cá da vida.

Embrenhar-se em caminhos inéditos – como ser esse modelo de Centro de Parto Normal inovador do Brasil – é um tanto desafiador. A beleza do caminhar e da paisagem fazem tudo valer a pena.

Não é romantismo, é ciência.

Qual é a estrutura do Centro de Parto Normal Luz de Candeeiro?

O Centro de Parto Luz de Candeeiro está localizado em um grande centro clínico com estrutura que atende às normas da Vigilância Sanitária para o funcionamento de serviços de saúde.

O Centro de Parto Normal conta com duas suítes de parto (climatizadas e equipadas com banheira, bola, banqueta de parto, espaldar, amplos banheiros, cama de casal, frigobar e ambiência acolhedora), além de dois consultórios, uma sala de grupos, recepção/estar, copa para convivência e boas conversas, posto de enfermagem e sala de administração