fbpx

Qual é o melhor lugar para o bebê nascer nesse cenário de pandemia?

A pandemia da Covid-19 trouxe à tona uma reflexão necessária, mas não inédita. Com receio de contaminação pelo novo coronavírus no ambiente hospitalar, as mulheres e suas parcerias têm se perguntado: há outras opções seguras para o meu parto?

Até o século XVII, o parto era considerado essencialmente um assunto de mulheres, acompanhado na intimidade dos lares por parteiras e mulheres do círculo familiar. Aos poucos, com a institucionalização da medicina e a organização do saber acadêmico, acompanhado do desenvolvimento de instrumentos e intervenções como o fórceps, a analgesia e a cesariana, o parto foi migrando para o hospital e o fazer do parto para profissionais da medicina. 

Apesar dessa migração ter proporcionado segurança para algumas gestações de alto risco que não tinham acesso à intervenção médica quando ela era necessária, o modelo centrado no hospital e em tecnologias não trouxe resultados significativos de melhorias na saúde das mulheres e dos bebês saudáveis, pelo contrário. Ao tratar todo nascimento como um evento perigoso, urgente, que deveria acontecer dentro de um ambiente asséptico e controlado, foi-se perdendo o conhecimento sobre as necessidades básicas de uma mulher durante o trabalho de parto.

Quando a ciência voltou a olhar para essas práticas, percebeu-se que mulheres com gestação de risco habitual (sem doenças como pressão alta, diabetes) e bebês sadios não precisam nem de hospital nem de cuidado médico obrigatoriamente. Grandes estudos revelam que os resultados de saúde materna e infantil num modelo de cuidado prestado por obstetrizes¹ são equivalentes e não apresentam prejuízos em relação ao cuidado médico, além de apresentar menos risco de intervenções e maior satisfação com a experiência do parto.

Para que um parto aconteça fora do hospital com segurança a gestação precisa ser de risco habitual (mulheres e bebês saudáveis), sendo essa classificação confirmada a cada encontro pré-natal. Durante o trabalho de parto, o bem estar das mulheres e dos bebês são monitorizados com bastante atenção e – caso haja qualquer alteração – a transferência é feita para o hospitalar, com continuidade do cuidado pela equipe de enfermeira obstetra que já estava acompanhando a mulher no parto, em conjunto com a equipe médica da Luz de Candeeiro.

Esses itens juntos – respeito às necessidades básicas da mulher em trabalho de parto, dentro de uma ambiência que favoreça o parto na sua maior potencialidade e satisfação, monitoramento do bem estar materno e fetal e encaminhamento seguro quando necessário, contando inclusive com unidade de transporte adequada e equipe hospitalar de retaguarda e prontamente disponível – trazem tranquilidade para uma vivência positiva, segura e feliz do parto e nascimento. 

Além dos componentes que estamos habituadas a procurar quando pensamos em parto – conforto, segurança e felicidade – a pandemia do COVID-19 trouxe outro aspecto a se preocupar: a microbiota do parto.

Hospitais são lugares especialíssimos para o tratamento de pessoas doentes, e por isso mesmo, não há como não serem locais “colonizados” por microorganismos patológicos. Os bebês ao nascerem começam seu processo de colonização por bactérias que vão acompanhá-los pelo resto de sua vida, a famosa flora bacteriana. Essa flora é tão importante que atualmente tem sido considerada como um órgão à parte, determinando inclusive maior ou menor propensão a doenças por toda a vida do indivíduo. Se quiserem estudar mais sobre isso, há um documentário chamado “Microbirth” que traz um mundo de informações científicas a respeito. 

Pois bem, se o nascimento não é um evento médico, nem tampouco estéril, mas um evento da intimidade, privacidade e sexualidade femininas; se o bebê nasce precisando ser colonizado por bactérias domésticas e não bactérias hospitalares cada vez mais resistentes à antibióticos; se estamos em meio a uma pandemia de um vírus com um sistema de saúde sobrecarregado e à beira do colapso… será então que não é hora de voltarmos nossos olhos para a simplicidade do nascimento e reservar os hospitais para quem precisa deles, deixando que o parto e o nascimento de risco habitual voltem a ser experiências simples, fisiológicas e que podem acontecer fora do hospital com bastante cuidado, segurança e felicidade?

Ficou com vontade de conhecer mais sobre essa possibilidade? Liga para a gente, marca uma consulta e vem conhecer esse modelo de atendimento que une o melhor dos dois mundos.

Category: Sem categoria
Post anterior
Parto Normal Após Cesariana na Luz de Candeeiro
Próximo post
Parto Normal x Cesariana
Menu