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Atendimento pré-natal

A gestação traz mudanças extraordinárias no corpo, na mente e no coração da mulher. É indispensável a realização de um pré-natal de qualidade para que se possa chegar ao termo da gestação com uma gravidez de baixo risco, com o mínimo de medos e ansiedades, e empoderada o suficiente para tomar para si o protagonismo do parto. Trabalhamos com o conceito de Pré-Natal Sensível, em que o foco não se restringe aos riscos de possíveis complicações, mas também no desenvolvimento do potencial de saúde de cada gestante/casal/família. São trabalhadas no pré-natal tanto as transformações físicas na gravidez como também seus aspectos emocionais.  O resgate do poder parturitivo e da feminilidade é o fio guia para o empoderamento.

O ideal é que as consultas sejam iniciadas o mais precocemente possível, preferencialmente no primeiro trimestre. Além do preparo da mulher/casal para vivenciar uma gestação saudável, feliz e um parto respeitoso, essas consultas visam aprofundar o vínculo e laços de confiança entre a gestante/casal e as parteiras, por isso é muito importante que elas sejam iniciadas o quanto antes.  Esse acompanhamento pode ser compartilhado com o profissional médico parceiro, em consultas alternadas.

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Parto domiciliar planejado

A Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO) recomenda que “uma mulher deve dar à luz no local onde se sinta segura, e no nível mais periférico onde a assistência adequada for viável e segura”(1).

Estudos internacionais (2-5) bem desenhados e confiáveis mostram que o PDP é tão seguro quanto o nascimento dentro do hospital, sendo que a segurança aumenta quando se tem uma equipe capacitada e uma boa referência em caso de transferência ao hospital, ou “Plano B”. A literatura ainda aponta as vantagens do parto domiciliar em termos de desfechos maternos, resultando em menor taxa de intervenções como episiotomia, analgesia, uso de ocitocina, operação cesariana e parto instrumental (fórceps e vácuo-extrator), sem aumento do risco de complicações para mães e bebês e com elevado grau de satisfação das usuárias que passaram por essa experiência (6-8).

Para que o nascimento aconteça fisiologicamente, é necessário que a mulher libere um coquetel hormonal (também conhecido como “coquetel de hormônios do amor”). Isso só é possível em situações em que a mulher se sente segura, cuidada, sem se sentir vigiada e sem excesso de estímulos. O domicílio é o ambiente de domínio da mulher, e oferece condições para que todas essas situações sejam atendidas.

Em casa, a mulher tem a liberdade de parir como quiser e seu corpo mandar: na cama, na água (em piscina própria), no chuveiro, na banqueta de parto, na posição de quatro apoios, ajoelhada, deitada, em pé ou em um cócoras perfeito… cada nascimento é diferente porque cada mulher e cada bebê também o são. Não existe restrição de hidratação ou alimentação no trabalho de parto em casa, nem pressa para que o parto aconteça. Acreditamos que cada bebê tem seu momento de chegar a esse mundo. Por isso também não utilizamos medicamentos para indução ou aumento das contrações uterinas no trabalho de parto. A virtude da paciência é uma conquista da parteira!

Em casa o cuidado é 2:1, ou seja, duas enfermeiras obstétricas cuidando de uma gestante. Durante o trabalho de parto o bem estar materno e fetal estarão sendo constantemente monitorizados através dos sinais vitais maternos e da ausculta intermitente do batimento cardíaco fetal, além da avaliação da evolução do parto (dilatação e descida do bebê). Todos os dados são registrados em prontuário para a maior segurança.

Em geral, as mulheres têm contrações menos dolorosas e mais efetivas durante o trabalho de parto em casa pelo fato de estarem em seu ambiente de domínio e com pessoas conhecidas. Sabemos que a sensação dolorosa no trabalho de parto acontece em um ciclo: medo-tensão-dor. Se a mulher está se sentindo à vontade e segura em seu trabalho de parto, a tendência é diminuir o medo, a tensão e consequentemente a dor; as medidas não farmacológicas de alívio da dor no parto em casa devem ser oferecidas e estimuladas.

Desde 2012 centenas de bebês já nasceram em nossas mãos por meio de PDP em Brasília.

 

  1. FIGO. Recommendations accepted by the General Assembly at the XIII World Congress of Gynecology and Obstetrics [Internet]. International Journal of Gynecology and Obstetrics 1992;38(Supplement):S79-S80.[cited 2011 Sep 19] Available from: http://www.ijgo.org/article/0020-7292(92)90037-J/pdf
  2. Johnson, K.C.; Daviss B. Outcomes of planned home births with certified professional midwives: large prospective study in North America. BMJ 2005;330-1416. Disponível em: http://www.bmj.com/cgi/content/full/330/7505/1416%202.
  3. Olsen, O. Meta-analysis of the Safety of Home Birth. Birth 1997;24: 4–13. Disponível em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/9271961
  4. Thompson L. Home Birth Study. Disponível em: http://fhs.mcmaster.ca/main/news/news_2009/home_birth_study.html
  5. Birthplace in England collaborative group. Perinatal and maternal outcomes by planned place of birth for healthy women with low risk pregnancies: the birthplace in England national prospective coort study. BMJ 2011;343. Disponível em: http://www.bmj.com/highwire/filestream/545014/field_highwire_article_pdf/0.pdf
  6. Johnson KC, Daviss B-A. Outcomes of planned home births with certified professional midwives: large prospective study in North America. [Internet]. BMJ (Clinical research ed.) 2005 Jun;330(7505):1416.[cited 2012 Apr 19] Available from: http://www.pubmedcentral.nih.gov/articlerender.fcgi?artid=558373&tool=pmcentrez&rendertype=abstract
  7. Hutton EK, Reitsma AH, Kaufman K. Outcomes associated with planned home and planned hospital births in low-risk women attended by midwives in Ontario, Canada, 2003-2006: a retrospective cohort study. [Internet]. Birth (Berkeley, Calif.) 2009 Sep;36(3):180-9.[cited 2011 Sep 18] Available from:  http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19747264
  8. Janssen PA, Saxell L, Page LA, Klein MC, Liston RM, Lee SK. Outcomes of planned home birth with registered midwife versus planned hospital birth with midwife or physician. [Internet]. CMAJ: Canadian Medical Association journal = journal de l’Association medicale canadienne 2009 Sep;181(6-7):377-83.[cited 2011 Aug 12] Available from: http://www.cmaj.ca/content/181/6-7/377.long

Parto hospitalar

É possível ter uma experiência de parto respeitosa e feliz também no hospital..

O parto hospitalar pode ser uma opção para as mulheres que, ainda com gestação de risco habitual, tem o hospital como ambiente de segurança, e para aquelas mulheres que desenvolvem algum risco gestacional.

A nossa equipe de atendimento ao parto hospitalar é comprometida em oferecer uma assistência humanizada e que respeite as necessidades da mulher. Conta com dois médicos obstetras e quatro enfermeiras obstétricas que atuam em parceria desde o pré natal até o pós-parto.

Nesse modelo de assistência, o  pré-natal é compartilhado com o médico que irá atender o parto em consultas intercaladas, valorizando os aspectos físicos e emocionais da gestação e preparando a mulher/casal para vivenciar o nascimento como uma experiência transformadora.

Propomos que a primeira parte do trabalho de parto seja vivenciada no domicílio, monitorizado e acompanhado pela enfermeira, promovendo maior conforto para a mulher e evitando a internação precoce e suas consequências. A ida para a maternidade acontecerá quando a fase ativa do trabalho de parto estiver estabelecida. A transferência para a maternidade será feita em tempo hábil, evitando contratempos. Chegando na instituição de escolha do casal, a enfermeira continuará assistindo o trabalho de parto e parto juntamente com o médico da equipe. A assistência continua no pós parto imediato (favorecendo sempre que possível o contato pele a pele e amamentação precoce) e mediato (assistência domiciliar com orientações sobre a amamentação, cuidados pós-parto com a mulher e os primeiros cuidados com o recém-nascido).

Médicos:

  • Dr. Bruno Ramalho
  • Dra. Renata Reis

Enfermeiras:

  • Iara Silveira Feyer
  • Ana Cyntia Paulin Baraldi
  • Lilian Silva
  • Nayane Cristina Guardiano
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Pós-parto

O acompanhamento do parto não termina no nascimento. Realizamos visitas pós-parto para acompanhar a recuperação da mulher – fatores emocionais, involução uterina, sangramento pós-parto, cicatrização, a descida do leite e o processo inicial de amamentação. Em relação ao bebê, iremos avaliar a perda de peso, icterícia e vitalidade, além de ajudar nos cuidados iniciais: banho, cuidado do coto umbilical, temperatura, livre demanda da amamentação e orientações referentes aos exames e testes de rotina do recém nascido.

O atendimento ao parto domiciliar só termina no primeiro mês de vida do bebê. Este acompanhamento inclui 4 consultas: no primeiro dia, no terceiro ou quarto dia, no sétimo dia e com 30 dias pós parto, quando fazemos uma avaliação geral, tanto do nosso atendimento quanto da experiência vivida no parto em casa.

Amamentação

O ato de amamentar nem sempre começa prazerosamente. Para algumas mulheres requer muita doação e dedicação, principalmente nos primeiros dias quando a mulher e o bebê ainda estão em processo de adapatação. Problemas como ingurgitamento mamário, mastite e fissura mamilar podem ser prevenidos com orientação adequada. Observar a mamada do bebê, o tipo da pega, a posição da mãe, acompanhar o ganho de peso do recém-nascido, tudo isso faz parte desse atendimento. Contamos com parcerias para consultoria em amamentação também para mulheres que não tiveram o nosso acompanhamento durante o pré-natal e o parto.

Entre em contato conosco para esse tipo de atendimento.

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Cápsulas de placenta

São inúmeros os motivos que levam as mulheres a ingerirem suas placentas no pós parto. Seja como forma ritualística – quando se acredita em uma cura que vem de dentro e que um órgão que manteve uma vida por 9 meses carrega em si uma energia de vida – seja pela crença de que os hormônios e nutrientes ali contidos auxiliarão em sua recuperação pós-parto.

De fato, a literatura científica ainda carece de estudos com rigor metodológico e grandes amostras capazes de comprovar os benefícios da ingestão das cápsulas de placenta no pós parto, mas um  estudo observacional(1) feito com 189 mulheres encontrou 96% de satisfação daquelas que consumiram suas placentas; as mulheres relataram principalmente aumento na produção de leite (a placenta possui ocitocina e prolactina, hormônios envolvidos na fabricação e ejeção do leite), diminuição do blues (tristeza) pós parto (possui também ACTH, hormônio precursor da serotonina, substância relacionada à sensação de prazer), bem como maior disposição e energia com o consumo das cápsulas (a placenta possui também ferro, a anemia pós parto está relacionada à fadiga).

Estudos publicados em 2016 encontraram nutrientes(2) e hormônios(3) ativos em amostras da placenta mesmo após o processo de desidratação. E em janeiro de 2017 o primeiro estudo duplo-cego comparando cápsulas de placenta versus placebo(4) encontrou maiores níveis séricos de ferro no sangue das mulheres que ingeriram as cápsulas do que no grupo que ingeriu o placebo; ainda que seja um estudo piloto com uma amostragem pequena pode ser o caminho para novas descobertas.

Oferecemos o serviço de desidratação e encapsulamento da placenta para mulheres que tiveram ou não bebê assistidas por nossa equipe, independente do tipo e local de parto, através do PLACENTAR nas cidades de Brasília, São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro, Florianópolis e Cuiabá. Quer encapsular sua placenta?

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A osteopatia na gestação

Na gestação o corpo da mulher passa por alterações posturais geradas pelo ganho de peso e mudança no centro de gravidade, o que sobrecarrega várias estruturas, como a coluna vertebral, sistema muscular e sistema visceral. Isso pode gerar vários sintomas como: constipação intestinal, dor no púbis, dor no quadril, dor lombar, dor no trajeto do nervo ciático, alterações vasculares, náuseas, refluxo, distúrbios do sono entre outros.  Em nosso espaço, contamos com a parceria do fisioterapeuta/osteopata Francisco Feyer.  A osteopatia pode ajudar a proporcionar alívio das dores, devolver a mobilidade adequada das fáscias, melhorando a qualidade de vida e permitindo desfrutar da sua gravidez de forma mais confortável.

Os bebês mal posicionados (assincliticos ou defletidos) estão entre as principais causas de parada de progressão do parto e encaminhamento para cesarianas. É comum encontrarmos envolvimentos de tensão das fáscias nestes casos e o trabalho profilático no pré-natal visa liberar esses tecidos para melhorar esses desfechos.

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Mariana, mãe de Benjamin

As parteiras me passaram muita confiança em seus trabalhos, além de dedicação, sensibilidade, respeito e profissionalismo. Dormiram em casa, caminharam comigo, e ficaram ali assistindo o meu desenrolar e desabrochar de mãe.

Ana Carolina, mãe da Catarina

Quando conto a nossa história, as perguntas, em geral, são as mesmas. “Mas você é médica, por que optou por um parto em casa?” Porque é mais seguro. Porque é mais humano. Porque é mais respeitoso. Tem gente que acha que parto em casa é só coisa de índia silvícola, sem acesso a hospital, ou de gente maluca, esses doidos de Woodstock. Eu acho que coisa de maluco é não se atualizar, não estudar, não estar disposto a rever seus conceitos se confrontado com coisa de gente séria.

Catarina recém nascida
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Elisa, mãe do Heitor

Não tive nenhum problema. Curti meus filhos, juntos, logo após o parto, comi da comida da minha casa e tomei banho no meu chuveiro. Dormi na minha cama, com meu filhote do meu lado. Essas coisas não têm preço!!!!

Camila, mãe da Iara

Com 37 semanas de gravidez (na hora certa, nem antes, nem depois), encontramos as pessoas queridas que nos acompanhariam nessa travessia, nossas companheiras de jornada. Na primeira consulta de pré-natal, em casa, um lugar do meu coração reconheceu esses seres e disse: agora sim, pode confiar. E assim foi.

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João Valadares, pai do Francisco

Não escrevo para encorajar mulheres. Escrevo para encorajar os homens. Se puderem, passem por isso. A experiência mais incrível de toda minha vida. Francisco demorou cinco horas para nascer. Não houve nenhum tipo de intervenção. Ninguém sequer tocou em Cecília. Ele nasceu quando queria nascer. Nada disso seria possível sem as parteiras incríveis Ana Cyntia Paulin Baraldi e Iara Silveira. Sem o auxílio de Carmen Palet, a mulher que ensina a coisa mais simples da vida: respirar.

Micaela, mãe da Carmem e do Tom

O que posso dizer é que nesse processo todo houve muito amor, confiança e respeito. As imagens do parto e do vídeo que acompanham esse relato me arrepiam da cabeça aos pés. Renata Reis, Iara Silveira, Ana Cyntia Baraldi, Rodrigo Barata e eu, nós cinco saímos transformados dessa experiência.

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